Levantou cambaleando, tateou até encontrar o interruptor. Acendeu a luz fria que piscou algumas vezes antes de iluminar o quarto e dar à sua pálida tez uma coloração amarelada e doentia. Com os olhos ainda semicerrados caminhou arrastando os pés até a cozinha.
Sabia a posição exata dos móveis ali dispostos. Abriu a porta da geladeira e apanhou a garrafa de vidro sem notar a ausência da tampa ou a diferença na coloração ou do sabor do que estava tomando. Os pesadelos se tornavam menos freqüentes quando lembrava do seu copo de leite. Entornou a garrafa derramando parte em seu peito desnudo formando uma pequena poça nos ladrilhos encardidos. Secou os lábios comas costas de uma das mãos e, com a outra, guardou a garrafa. Fechou a porta da geladeira e se virou para o corredor. Deu um passo e, quando se preparava para dar o segundo, escorregou no líquido derramado.
Sabia a posição exata dos móveis ali dispostos. Abriu a porta da geladeira e apanhou a garrafa de vidro sem notar a ausência da tampa ou a diferença na coloração ou do sabor do que estava tomando. Os pesadelos se tornavam menos freqüentes quando lembrava do seu copo de leite. Entornou a garrafa derramando parte em seu peito desnudo formando uma pequena poça nos ladrilhos encardidos. Secou os lábios comas costas de uma das mãos e, com a outra, guardou a garrafa. Fechou a porta da geladeira e se virou para o corredor. Deu um passo e, quando se preparava para dar o segundo, escorregou no líquido derramado.
Uma pequena mancha de bolor no teto. Foi a última coisa que viu. A mancha, nunca antes notada, que seus olhos imóveis fitaram, incansavelmente, durante dias.
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