Dois jovens, um quarto e uma arma.
As drogas eram detalhe. "Fuga?? Hahahahaha!!! Elas são o que menos nos fazem mal..."
Lhes fazia companhia e lhes davam prazer.
Um sentido em estar vivo.
O primeiro sorria envolto em fumaça branca. O som estava alto, não tinham vizinhos proximos que pudessem reclamar. A casaera isolada, logo, seus corpos demorariam a ser encontrados.
O segundo estava caído no chão, de bruços. Não se movia. Não estava morto, ainda não. Foi ele o primeiro a puxar o gatilho.
Era dia mas as luzes não passavam pelas persianas fechadas. A música o acordou.
Um breve momento de lucidez, como um disparo, cruzou sua mente.
Levantou-se do chão onde a sujeira, o lixo e o vômito tinha o cheiro de seu corpo. Seus olhos cheios de desespero estavam encharcados de lágrimas. Caminhou vacilante até a mesinha de centro.
Lançou um último olhar, talvez de despedida ao seu colega que ainda ria desesperadamente na potrona e caiu. Desta vez imóvel realmente.
O outro chamou em meio a gargalhadas, mas ele não atendeu. Queria saber para onde seu amigo havia ido.
O seguiu, com o sorriso vasio ainda estampado no rosto.
2 comentários:
Inspirador para um roteiro, não acha?
Sem dúvidas!! Preciso unir os demais contos e fazer um multi-plot! =D
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